quinta-feira, 23 de julho de 2015

O balanço positivo dos primeiros 500 dias da série 1000 Dias, 1000 Camisas


Com a publicação nesta quinta, dia 23, da camisa 500 da série 1000 Dias, 1000 Camisas em minha conta no Instagram (instagram.com/fredericojota), atingi metade do que me propus a fazer no início do ano passado. Naquela época, decidi atender ao pedido de muitas pessoas, que gostariam de ver minha coleção de camisas em um único espaço e decidi publicar, a partir de então, mil camisas em mil dias. O projeto atingiu uma marca interessante, mas os posts vão continuar, claro, até o final do ano que vem, quando a meta dos mil posts será atingida. Clubes e seleções de todos os continentes já foram mostrados na série.

Camisa do Dublin City, clube da Irlanda extinto na década passada
Queens Park, um dos clubes mais tradicionais da Escócia

No início, a ideia era, basicamente, postar a foto da camisa, com um ou outro detalhe, e informar a data em que foi usada. Com o passar do tempo, a série ganhou novos contornos e fui acrescentando dados históricos de determinado clube ou seleção a cada post, assim como curiosidades e casos relacionados a um determinado jogador cujo nome estava estampado na camisa.

Camisa do ABC, de Natal, que teve uma grande aceitação do público
O Varginha, de Minas Gerais, já encerrou as atividades
Hoje, o balanço que faço é que a série agregou muito conhecimento sobre o futebol, pois cada pesquisa que faço para saber a história de um clube ou de um jogador são mais dados que passam a ser reunidos. Muitos desses dados, mesmo sendo um estudioso do futebol, não eram conhecidos ou precisavam de uma pesquisa mais aprofundada, inclusive em sites estrangeiros e em alguns que foi preciso um baita exercício de tradução.

Seleções em destaque: Ilhas Faroe (acima) e Bósnia (abaixo)

Também pode ser acrescido a esse balanço o fato de a conta do Instagram ter se transformado em um espaço dedicado à história e à memória do futebol, por estar reunido lá um resumo de muitas histórias do esporte, seus ídolos, títulos e competições. 

Camisas curiosas: Atlético Rafaela (Argentina,a cima) e Cambridge United (Inglaterra)
 
Saprissa,o maior campeão da Costa Rica

Outro fato interessante que merece registro é a identificação que várias pessoas tiveram com as fotos de algumas camisas, inclusive torcedores de fora do Brasil. Vários contatos foram feitos, muitos comentários, dicas e sugestões. Há quem se identifique com o clube em si, enquanto outros remetem ao time de coração do pai ou simplesmente curtem a cidade de origem.Enfim, o balanço tem sido mais do que positivo. A partir de amanhã a série continua normalmente, afinal de contas serão mais 500 dias e 500 camisas diferentes.


























terça-feira, 16 de junho de 2015

Curta-metragem sobre defesa histórica de Victor contra o Tijuana perto de se transformar em DVD


Preservar a memória do futebol foi uma questão que historicamente andou longe de ser uma coisa comum e necessária no nosso país. Clubes de massa têm ídolos a perder de vista, os estádios são palcos que merecem sempre ser reverenciados e momentos que valem conquistas ou aqueles de superação deveriam definitivamente ter espaço cativo nas bibliotecas, livrarias e cinemas. O cineasta Lobo Mauro é uma dessas pessoas que acreditam na importância do registro da memória. No caso dele, um lance específico foi o estopim para se transformar em um curta-metragem e ser registrado para sempre na história. No caso, a incrível defesa do goleiro Victor, do Atlético, no jogo das quartas de final da Libertadores de 2013. A defesa do pênalti cobrado por Riascs quase aos 48 minutos do segundo tempo, e com o pé, garantiu o Galo na semifinal, eliminou o Tijuana, do México, e é encarado pelos atleticanos como a virada definitiva na história do clube, que ganharia logo depois a competição.



Intitulado "Quando se sonha tão grande, a realidade aprende", o filme reúne depoimentos de torcedores sobre a defesa e tem a narração de Willy Gonser, que fez história como principal narrador dos jogos do Atlético durante mais de três décadas. Além disso, tem as participações especiais do também narrador Osvaldo Reis, o Pequetito, e dos jogadores Leonardo Silva e Victor, protagonistas do lance de 30 de maio de 2013. Licenciado pelo clube, o filme está prestes a se transformar em um DVD. Por meio de um crowdfunding, uma campanha de financiamento coletivo que se encerra no próximo dia 22. No site http://www.kickante.com.br/campanhas/atletico-mineiro-pre-venda-exclusiva-dvd, quem se interessar em contribuir para o projeto, basta doar valores pré-estabelecidos que ajudarão na conclusão do DVD. Em troca, de acordo com o valor doado, prêmios serão distribuídos.

Lobo Mauro com a taça do Cinefoot, que hoje está na sala de troféus do Galo
 O DVD ainda terá diversos extras, como o curta "La Canhota de Dios", trailer, pôsteres e fotos. O curta-metragem foi premiado na 5ª edição do Cine Foot, em 2014, e ganhou a Guirlanda de Ouro na Itália, no ano passado. Nada menos do que o Oscar do audiovisual esportivo. Prova de que registrar a memória esportiva é algo mais do que especial.

Confira abaixo o trailer do curta-metragem:

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Números e curiosidades que envolvem a decisão da Champions League entre Barcelona e Juventus


Juventus e Barcelona vão decidir sábado a Champions League e reviver um duelo que não acontece desde 1998, a última vez em que a principal competição europeia foi decidida por clubes da Itália e da Espanha. Na ocasião, o Real Madrid fez 1 a 0 na própria Juventus e ampliou a vantagem para quatro conquistas espanholas contra duas italianas no confronto direto.

A primeira decisão que envolveu clubes dos dois países foi em 1957, quando o Real Madrid fez 2 a 0 na Fiorentina. No ano seguinte, o Real continuou a empilhar conquistas e derrotou o Milan por 3 a 2. A primeira vitória italiana em uma decisão contra um clube espanhol foi em 1964, quando a Internazionale derrotou o Real por 3 a 1.

Espanha e Itália voltariam a tomar conta da decisão apenas em 1992, quando o Barcelona levantou sua primeira taça, em Wembley, contra a Sampdoria, após vencer por 1 a 0. O próprio Barça estava em campo em 1994, quando o Milan fez 4 a 0, a maior diferença de gols em uma final entre representantes dos dois países. Quatro anos depois, o Real Madrid derrotaria a Juve no último confronto.

Na antiga Copa da Uefa, atual Liga Europa, apenas uma decisão reuniu italianos e espanhóis. Em 1977, a Juventus derrotou o Athletic Bilbao e levantou a taça. Nas decisões da antiga Recopa, que reunia os campeões das copas nacionais, a vantagem é espanhola. Em 1962, o Atlético de Madrid derrotou a Fiorentina. Em 1989, em uma prévia da decisão da Champions de 1992, o Barcelona venceu a Sampdoria. Em 1999, último ano da Recopa, a Lazio foi campeã em cima do Mallorca.

Confrontos entre Juve e Barça

Apesar de serem tradicionalíssimos e grandes potências continentais, Juventus e Barcelona se encararam apenas três vezes em jogos eliminatórios em toda a história das competições europeias.  A mais emocionante das disputas foi em 2003, nas quartas de final da Champions League. No jogo de ida, 1 a 1 em Turim. Na volta, outro 1 a 1. Na prorrogação, em pleno Camp Nou, Zalayeta fez o gol que colocou a Juve na semifinal. O clube acabaria perdendo a final para o Milan. Naqueles dois confrontos, estavam em campo Xavi e o atual técnico Luis Enrique, pelo lado do Barça, e Buffon, no gol italiano. Veja abaixo os gols da partida:



Em 1985/86, outro encontro nas quartas da Champions Leageue. E novo empate em 1 a 1 em Turim. Na volta, 1 a 0 para o Barcelona, que perderia o título para o Steaua Bucaresti, da Romênia. Em 1990/91, o encontro foi pelas semifinais da Recopa. A Juventus largou na frente, em casa, vencendo por 1 a 0. Na volta, o Barça eliminou o rival com uma vitória por 3 a 1. O Barcelona terminaria com o vice-campeonato, perdendo para o Manchester United. 

Curiosidades

  • Quem vencer completará a tríplice coroa, já que ambos são campeões nacionais e das respectivas copas. O Barcelona já conseguiu o feito em 2009. Os outros clubes que levantaram as três taças títulos na mesma temporada são Celtic (1967), Ajax (1972), PSV Eindhoven (1988), Manchester United (1999), Internazionale (2010) e Bayern (2013).
  • A Juventus tem dois títulos (1985 e 1996) e cinco vices (1973, 1983, 1997, 1998 e 2003). Além do clube de Turim, apenas Bayern e Benfica têm cinco vices. Se perder a final de sábado, a Juve fica isolada com esse amargo recorde.
  • A Juve decidiu quatro Copas da Uefa, ganhando três (1977, 1990 e 1993) e perdendo em 1995. Além disso, venceu a Recopa de 1984.
  • Assim como a Juventus, o Barcelona vai decidir pela oitava vez a competição. Ganhou quatro (1992, 2006, 2009 e 2011) e perdeu três (1961, 1986 e 1984).
  • Se Messi marcar na decisão será o primeiro jogador a marcar em três decisões de Champions - estufou as redes em 2009 e em 2011.
  • O Barça também decidiu seis Recopas. Venceu em 1979, 1982, 1989 e 1997 e perdeu em 1969 e 1991.
  • Os dois técnicos já sofreram com os rivais na Champions League. Como treinador do Milan, Allegri foi eliminado pelo Barça em 2012 e em 2013. Já Luis Enrique, como jogador, foi eliminado pela Juventus em 2003, quando defendia o Barça, e em 1996, quando era atleta do Real Madrid.
  • Vai ser a primeira final de Champions League disputada no estádio Olímpico de Berlim. Na Alemanha já foram realizadas finais no estádio Olímpico de Munique, na Allianz Arena, também em Munique, e nas cidades de Gelsenkircken e Stuttgart.
  • A Espanha tem o maior número de títulos da Champions League, 14. É seguida de perto pela Itália e pela Inglaterra, cada uma com 12. Já a Itália é quem tem mais vices, 14.


quarta-feira, 3 de junho de 2015

Dia de São Victor entra de vez no calendário dos atleticanos


A ideia original, em 2014, era reunir alguns amigos em um bar da região do Horto no dia 30 de maio para comemorar um ano da defesa milagrosa do goleiro Victor no pênalti cobrado por Riascos aos 47 minutos do segundo tempo da partida entre Atlético e Tijuana, no Independência, pela Libertadores de 2013. O que aconteceu, todo mundo sabe. Victor defendeu a bola com os pés, o Atlético se classificou para as semifinais e, posteriormente, conquistou seu maior título. O advogado Angelo Santos ressaltou a importância da defesa para a história do clube e fez exatamente o que planejou. Juntou amigos atleticanos no bar, onde todos viram vídeos e falaram sobre o momento protagonizado por Victor (para saber como foi esse encontro, clique aqui). Instituiu o Dia de São Victor.
 
Atleticanos promoveram procissão ao redor do Independência

 
O tempo passou e a idolatria aumentou. E de uma forma impressionante. Nos últimos meses, vários atleticanos se uniram e a comemoração literalmente bombou. A data virou realmente uma instituição e ganhou um painel no bar Arena do Espeto, próximo ao Independência, com o desenho do ilustrador André Fidusi, outro dos organizadores, e montado por Alexandre Mancini. O "altar", que já virou ponto de peregrinação, foi inaugurado no último sábado, outro 30 de maio, data em que os alvinegros fizeram uma procissão ao redor do estádio e que viram de perto a exibição do filme "Quando se sonha tão grande, a realidade aprende", do cineasta Lobo Mauro, que também tem como tema a defesa de Victor. De quebra, atleticanos ainda doaram agasalhos durante toda a programação. O que foi recolhido será doado para instituições beneficentes. Uma bela ação e uma homenagem legítima, vindo daqueles que formam o maior patrimônio de um clube, a torcida.
 
O painel montado por Alexandre Mancini com desenho de André Fidusi e que já virou ponto de orações dos devotos

 

O publicitário Fernando Gregori, que não participou do primeiro encontro, foi um dos organizadores do segundo Dia de São Victor. E é ele quem relata, abaixo, com bom humor, a emoção, a devoção dos atleticanos pelo goleiro salvador e a alegria de celebrar um momento importante de seu clube de coração.
 
"Dia de São Victor. Não foi milagre

Quando começamos a divulgar o Dia de São Victor, muita gente se irritou. Nos chamaram de hereges, fomos acusados de blasfêmia e até teve quem queria nos apedrejar em praça pública. Essas pessoas não entendiam o que estávamos fazendo. Como não sabiam que o evento já havia acontecido um ano antes, com pouca divulgação e com apenas 30 e poucos devotos presentes em um bar da capital mineira. Esses, sim, foram os hereges, porque não me convidaram. Um ano depois, eu, já devoto, fui chamado para ajudar a organizar o evento. Agora ele seria aberto à torcida e teria um caráter social. Afinal, de que adianta ter um santo se não tem muitos devotos e nem ajuda ninguém?
 E com um post no Facebook, descobrimos que São Victor tem milhares de devotos, fiéis, fanáticos e dispostos a ajudar quem mais precisa. Também, pudera, com aquele pé esquerdo, até ateu passou a ter fé. Vi cego enxergando, mudo gritando gol e paraplégico pulando junto com gente em coma. Todos foram salvos. Todos tiveram seus pecados absolvidos. Todos passaram a acreditar.

Devotos carregam estandarte durante procissão nas ruas próximas ao Independência



Por isso, o dia 30 de maio é tão importante para o atleticano, a ponto de merecer uma procissão, um altar, uma oração. E neste último sábado, 30 de maio de 2015, dois anos após o lance que mudou para sempre os rumos do Galo,o santo finalmente teve sua devida homenagem. Centenas de devotos caminharam rumo ao Monte do Horto para reverenciar este momento. Famílias inteiras vieram atrás da graça. Crianças sabiam de cor o mantra de invocação. Centenas de agasalhos foram doados. Foi uma festa completa, pagã, cristã, budista, evangélica, muçulmana e seja lá em que mais o que ser humano possa ter fé.

Cineasta Lobo Mauro exibiu seu premiado filme durante o evento


E esse povo que criticou o evento, alegando desrespeito, se engana ao dizer que o milagre de São Victor foi defender aquele pênalti aos 47 do segundo tempo. Aquilo foi pura sorte, misturada com a incompetência do Riascos e a competência de um goleiro bem treinado.
O milagre de São Victor, na verdade, é fazer 8 milhões de atleticanos acreditarem de novo, todos os dias. E esse milagre não tem religião no mundo que tire da gente".


O próprio Victor agradeceu o carinho da torcida atleticana

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Galo vai completar 100 jogos no Independência com números que impressionam. Veja o resumo do time no Horto desde 2012


Quando entrou em campo pela primeira vez no novo estádio Independência, em 3 de maio de 2012, contra o Goiás, pela Copa do Brasil, o Atlético inaugurava uma nova era. A vitória de 2 a 1, que significou a eliminação precoce da competição, seria logo esquecida e uma série invicta e gloriosa para o clube começava ali. Os torcedores nem imaginavam que viveriam naquele estádio, que tinha a cara bem diferente daquele que foi inaugurado na Copa do Mundo de 1950, muitas de suas maiores emoções. No sábado, dia 6, contra o Cruzeiro, o Galo completará 100 jogos no estádio. O sucesso pode ser comprovado pelos números, pela quantidade de jogos importantes vencidos pelo time no local, pela identificação que a torcida tem com o estádio e pelo respeito e receio que qualquer adversário tem quando enfrenta o Galo no Horto.

Em 99 jogos, foram apenas seis derrotas, uma média de mais de dois gols por partida, um desfile de craques do porte de Ronaldinho Gaúcho, Victor, Diego Tardelli, Pratto e tantos outros, além de ídolos da torcida, como Luan, Leonardo Silva e Bernard. No Horto, de onde o adversário costuma sair morto, o clube pavimentou sua vitoriosa campanha rumo à conquista da Libertadores de 2013, fez o resultado do jogo de ida da final da Copa do Brasil de 2014, fundamental para o título, garantiu a ida à competição continental com os triunfos de 2012, mesmo ano em que comemorou, no estádio, o Campeonato Mineiro.

Os números impressionam. Em média, o Galo fez 2,14 gols a cada jogo e sofreu 0,78 desde 2012 jogando no Horto. Nenhum time derrotou o Atlético mais de uma vez jogando no Horto e, entre aqueles que jogaram duas vezes no estádio, apenas o Grêmio não perdeu - foram dois empates. Contra seu maior rival, o Cruzeiro, foram nove jogos, com cinco vitórias e quatro empates. De quebra, adversários históricos não foram perdoados, casos de Flamengo (4 a 0) e São Paulo (4 a 1). Entre 2012 e a primeira derrota, para o Atlético-PR, em 2013, foram 38 jogos invicto. E jamais o time teve um intervalo de três partidas sem vencer. Apenas neste ano, contra Atlas e América-MG, foram duas derrotas seguidas. Entre o final de 2012 e o início de 2013, foram 12 vitórias seguidas.

Confira abaixo os números e as curiosidades dessa vitoriosa história atleticana no Horto, relembre os jogos históricos, as goleadas e os artilheiros. São as provas claras de que o atleticano tem uma relação mais do que especial com o Independência.

O RESUMO ANO A ANO

2012 - 23 jogos, 16 vitórias e 7 empates. 50 gols a favor, 19 contra. Artilheiro: Bernard, 7
2013 - 32 jogos, 24 vitórias, 7 empates e 1 derrota. 84 gols a favor, 28 contra. Artilheiro: Jô, 16
2014 - 31 jogos, 20 vitórias, 8 empates e 3 derrotas. 50 gols a favor, 22 contra. Artilheiro: Tardelli, 8
2015 - 13 jogos, 9 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. 28 gols a favor, 9 contra. Artilheiro: Pratto, 5
Total - 99 jogos, 69 vitórias, 24 empates e 6 derrotas. 212 gols a favor, 78 contra. Artilheiro: Jô, 27

Aproveitamento
2012 - 79,7%
2013 - 82,2%
2014 - 73,1%
2015 - 74,3%
Aproveitamento total: 77,7%



PÚBLICO

Os dez maiores
22.342 - 0 x 0 Cruzeiro - Mineiro 2014
22.315 - 2 x 2 Vitória - Brasileiro 2013
21.274 - 2 x 0 Colo-Colo - Libertadores 2015
21.237 - 2 x 0 Santa Fé - Libertadores 2015
21.232 - 3 x 2 Cruzeiro - Brasileiro 2012
20.988 - 1 x 1 Tijuana - Libertadores 2013
20.877 - 2 x 0 Vitória - Brasileiro 2014
20.838 - 1 x 1 Atlético Nacional - Libertadores 2014
20.794 - 4 x 2 Shakthar - Amistoso 2015
20.737 - 2 x 0 Newell's Old Boys - Libertadores 2013

Os dez menores

4.483 - 0 x 2 Tombense - Mineiro 2014
4.815 - 3 x 2 Criciúma - Brasileiro 2013
5.216 - 2 x 0 Guarani - Mineiro 2015
6.029 - 0 x 1 Goiás - Brasileiro 2014
6.068 - 3 x 0 Boa - Mineiro 2014
6.457 - 2 x 0 Caldense - Mineiro 2014
6.529 - 2 x 2 Fluminense - Brasileiro 2013
7.512 - 2 x 1 Nacional de Muriaé - Mineiro 2014
7.558 - 1 x 1 Bahia - Brasileiro 2014
7.741 - 4 x 0 Ponte Preta - Brasileiro 2013

Média ano a ano
2012 - 17.522
2013 - 15.332
2014 - 15.169
2015 - 17.594
Média geral: 16.404


OS ARTILHEIROS

27 gols:
19 gols: Diego Tardelli
17 gols: Luan
16 gols: Ronaldinho Gaúcho

11 gols: Leonardo Silva, Réver
10 gols: Bernard
8 gols: Alecsandro, Guilherme
7 gols: Dátolo, Fernandinho
6 gols: Marcos Rocha, Neto Berola
5 gols: Carlos, Danilinho, Pratto
4 gols: Leonardo
3 gols: André, Escudero, Josué, Marion
2 gols: Dodô, Douglas Santos, Jemerson, Lucas Cândido, Thiago Ribeiro
1 gol: Carlos César, Gilberto Silva, Leandro Donizete, Leleu, Mancini, Otamendi, Pedro Botelho, Rafael Carioca, Richarlyson, Rosinei, Serginho, Tiago
Contra: 6 gols

Média de gols:2012 - 2,17
2013 - 2,62
2014 - 1,61
2015 - 2,15
Média geral: 2,14

Média de gols sofridos:
2012 - 0,82
2013 - 0,87
2014 - 0,70
2015 - 0,69
Média geral: 0,78

Maior número de gols em uma partida: 3 - Ronaldinho (Figueirense, 2012), Réver (América-MG, 2013), Jô (São Paulo, 2013), Jô (Coritiba, 2013), Tardelli (Goiás, 2013), Luan (Flamengo, 2014)

AS GOLEADAS

  • 6 x 0 Figueirense - Brasileiro de 2012


  • 5 x 0 Náutico - Brasileiro de 2013
  • 5 x 1 Náutico - Brasileiro de 2012
  • 5 x 1 Tombense - Mineiro de 2013
  • 4 x 0 Ponte Preta - Brasileiro de 2013
  • 4 x 0 Flamengo - Brasileiro de 2014


  • 4 x 0 URT - Mineiro de 2015
  • 5 x 2 América-MG - Mineiro de 2013
  • 5 x 2 Arsenal - Libertadores de 2013


CINCO JOGOS INESQUECÍVEIS

  • 1 x 1 Tijuana, pelas quartas de final da Libertadores de 2013


  • 2 x 0 Cruzeiro, final da Copa do Brasil de 2014

  • 4 x 1 São Paulo, pelas oitavas de final da Libertadores de 2013
  • 2 x 0 Newell's, pela semifinal da Libertadores de 2013
  • 3 x 2 Fluminense, pelo Brasileiro de 2012


OS ADVERSÁRIOS

  • 46 times jogaram no Independência contra o Atlético:
  • Quem mais jogou: Cruzeiro (9 jogos), América-MG (7) e São Paulo (5)
  • Quem mais perdeu: Cruzeiro (5 jogos), América-MG e São Paulo (4)
  • Quem mais empatou: Cruzeiro (4 jogos), América-MG, Bahia, Botafogo e Grêmio (2)
  • Quem mais sofreu gols: América-MG (18 gols), Cruzeiro (14) e Náutico (10)
  • Quem mais marcou no Atlético: América-MG (9 gols), Botafogo e Cruzeiro (6)
  • Quem o Galo nunca derrotou: Grêmio (dois empates), Atlético-GO, Tijuana, Nacional-PAR e Atlético Nacional-COL (um empate) e Atlas (uma derrota).

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Cruzeiro contra argentinos na Libertadores: sucesso contra o River e fracasso contra demais adversários


Se pudesse escolher um adversário argentino para definir uma vaga para as semifinais da Libertadores, o Cruzeiro certamente escolheria o River Plate, único argentino eliminado pelo clube mineiro em uma fase decisiva da competição.
 
Os dois rivais revivem um duelo histórico, que já definiu três competições sul-americanas, a Libertadores de 1976, a Supercopa de 1991 e a Recopa de 1998. Todas as decisões foram vencidas pelo Cruzeiro. Para completar, nas quartas de final da Supercopa de 1992, o Cruzeiro também eliminou o River. E o mesmo aconteceu nas quartas de final da Copa Mercosul de 1998. Como se não bastasse, os jogos da final da Recopa de 1998 também eram válidos pela Mercosul de 1999. E, claro, como venceu a Recopa, o Cruzeiro também eliminou o River. 

O sucesso das disputas decisivas contra o River não é repetido nos confrontos contra os demais clubes argentinos em partidas de mata-mata na Libertadores. Independiente, Rosario, Boca Juniors, Estudiantes e San Lorenzo eliminaram o Cruzeiro em fases mais agudas da competição. Veja abaixo os sucessos contra o River e as decepções contra os demais argentinos.

O sucesso contra o River

  • Final da Libertadores de 1976 - Decisão foi disputada em três jogos. Na ida, 4 a 1 para o Cruzeiro no Mineirão. Na volta, 2 a 1 para o River. Na época, o saldo de gols não era levado em conta e uma terceira partida foi disputada em Santiago, com vitória azul, por 3 a 2. Abaixo, os melhores momentos do jogo decisivo:


  • Final da Supercopa de 1991 - Na partida de ida, o River fez 2 a 0 e parecia ter encaminhado o título. Na volta, porém, o Cruzeiro fez 3 a 0 e levantou a taça, com gols de Ademir e Mário Tilico (2). Veja os gols abaixo:


  • Quartas de final da Supercopa de 1992 - Desta vez foi o Cruzeiro quem abriu 2 a 0 no jogo de ida, placar repetido pelo River em jogo polêmico em Buenos Aires. Nos pênaltis, porém, o Cruzeiro fez 5 a 4 e seguiu na competição. Na final, derrotou outro argentino, o Racing, e conquistou o bicampeonato.
  •  Quartas de final da Copa Mercosul de 1998 - Cruzeiro venceu as duas partidas, 2 a 1 fora de casa e 2 a 0 no Mineirão. Na final, o Cruzeiro foi derrotado pelo Palmeiras.
  • Recopa Sul-Americana de 1998 - Campeão da Libertadores de 1997, o Cruzeiro voltou a vencer o River, campeão da Supercopa de 1997, em uma decisão. Na ida, 2 a 0 no Mineirão. Na volta, 3 a 0 em Buenos Aires. Os jogos valeram também pela Copa Mercosul de 1999.

As derrotas para os argentinos

  • Semifinal da Libertadores de 1975 - A fase semifinal era disputada em dois grupos com três times cada. O Cruzeiro ficou no mesmo de Independiente e Rosario Central. Os três terminaram empatados com 4 pontos e a vaga na final ficou com o Independiente, pelo saldo de gols. Todos venceram as duas partidas que fizeram em casa e perderam as duas que jogaram como visitantes. O Cruzeiro venceu os argentinos em casa por 2 a 0 e perdeu para Independiente (0 a 3) e Rosario (1 a 3) na Argentina. O Independiente foi o campeão.
  • Final da Libertadores de 1977 - Novamente uma decisão em três jogos contra um clube argentino. Na ida, na Bombonera, Boca 1 a 0. Na volta, Cruzeiro 1 a 0 no Mineirão. No terceiro jogo, em Montevidéu, 0 a 0 empate em 0 a 0 e vitória do Boca nos pênaltis por 5 a 4. Abaixo as imagens da decisão por pênaltis:


  • Oitavas de final da Libertadores de 2008 - No jogo de ida, Boca 2 a 1 na Bombonera. Na volta, o Cruzeiro precisava de vencer por 1 a 0, mas acabou derrotado por 2 a 1. O Boca seria eliminado da competição pelo Fluminense.
  • Final da Libertadores de 2009 - A traumática decisão contra o Estudiantes teve o primeiro jogo em La Plata e o empate em 0 a 0. Na volta, precisando de uma vitória simples, o Cruzeiro perdeu por 2 a 1 e terminou com o vice-campeonato.
  • Quartas de final da Libertadores de 2014 - O time que foi campeão brasileiro no ano anterior foi derrotado pelo San Lorenzo no jogo de ida por 1 a 0. Na volta, 1 a 1 no Mineirão. O clube argentino arrancou para a conquista de sua primeira Libertadores.


Colecionadores de camisas se encontram pela primeira vez em BH em 2015


Os colecionadores de camisas de futebol de Minas Gerais se encontraram mais uma vez no último final de semana, em evento realizado no Quintino - Restaurante e Petiscaria, no bairro Buritis, que recebeu pela primeira vez o encontro. Foi o 11º encontro realizado pela Associação de Colecionadores de Camisas de Minas Gerais (ACC-MG), o primeiro deste ano. 




O restaurante, extremamente bem organizado e espaçoso, agradou os colecionadores, que tiveram como exibir suas camisas em grandes mesas. Outra curiosidade do dia foram os cabides, que foram colocados em pontos estratégicos do estabelecimento. Cada colecionador escolheu uma camisa para pendurar. Não faltou uma pequena brincadeira com os corintianos e a camisa que ficou em uma posição central foi a do Guaraní, do Paraguai, que na semana passada eliminou o time paulista da Copa Libertadores.





Outra opção interessante para os fãs de futebol e que chamou a atenção foi a televisão sempre ligada em canais esportivos. Quem passou pelo local curtiu as camisas e acompanhou jogos dos campeonatos Inglês e Espanhol. Os colecionadores fizeram os habituais negócios, trocas e vendas de sempre.




O evento teve o apoio do Blog do Frederico Jota, do blog Camisaria Futebol Clube e das lojas Mania de Futebol e Palla D'Oro. Os contatos para a realização de um novo encontro já começaram e a 12ª reunião dos colecionadores vai acontecer no segundo semestre. Os interessados em entrar em contato com a ACC-MG e saber mais informações sobre os próximos encontros, podem enviar um e-mail para accminasgerais@gmail.com